Compreender O Processo De Pagamento Do Início Ao Fim
De uma perspetiva empresarial, existem dois elementos essenciais em qualquer processo de pagamento. O primeiro envolve receber o dinheiro de clientes. O segundo envolve os pagamentos que se fazem aos funcionários, fornecedores, parceiros e por aí fora. No fundo, o ciclo de vida de um pagamento é como uma porta giratória com constantes transações de entrada e saída de dinheiro. Embora o recebimento de dinheiro de clientes (inbound) possa ser feita de várias formas, a saída de dinheiro (outbound) tem mais nuances – e normalmente requer a ajuda de um fornecedor de serviço com capacidades específicas para efetuar pagamentos.
Processo de pagamento 101
Quando se fala de pagamentos internacionais, as transações fluem da seguinte forma:
Passo 1: Determinar quem é o beneficiário
Este passo envolve recolher toda a informação necessária sobre quem irá receber o pagamento – incluindo o nome do beneficiário (seja um individual ou uma empresa), como é que querem receber os fundos (seja por depósito direto numa conta bancária ou por transferência) e a sua localização geográfica (noutras palavras, que país e em que moeda irão receber o dinheiro). O fator ‘onde’ irá ajudar a determinar a nomenclatura correta a utilizar para identificar o banco do beneficiário.
Da mesma forma, também a morada e o formato de número de telemóvel irão alterar-se de acordo com o país, bem como os requisitos mínimos que cada país impõe para transações financeiras. Nos Estados Unidos, por exemplo, todas as transferências monetárias requerem (pelo menos) a identificação numérica do banco, bem como o número da conta. Ao mesmo tempo, na Europa, um simples IBAN é suficiente. Os sistemas de pagamento internacionalmente compatíveis irão automaticamente alterar os campos de preenchimento necessários para as exigências bancárias do país do beneficiário.
Passo 2: Aprovar a taxa de câmbio
Este passo é exclusivo das plataformas mais recentes que oferecem ao cliente uma maior visão de todo o processo de transação. Enquanto que as fontes tradicionais, como os grandes bancos, utilizam recorrentemente uma taxa de câmbio fixa que não considera as alterações nas moedas, os sistemas mais recentes fornecem aos seus utilizadores taxas mais atualizadas e precisas. Além disso, as plataformas mais modernas permitem que os seus utilizadores aprovem a taxa de câmbio antes de procederem com a transação.
Os compradores devem estar alertas se a taxa de câmbio for estática – por norma significa que um alto valor foi estabelecido no mercado para compensar qualquer alteração que as taxas possam ter.
Passo 3: Rever os detalhes da transação.
Este é o passo em que o pagamento, em si, é submetido para aprovação, aguardando pela revisão e confirmação dos detalhes de transferência por parte do utilizador. Estes detalhes são cruciais porque representam as características específicas que são atribuídas a cada país – os parâmetros nacionais que devem ser dados e confirmados antes do processamento. Do ponto de vista do consumidor, este passo é habitualmente visto como o resumo de toda a transação, descrevendo o motivo para a transferência dos fundos (ex: que bens ou serviços estão a ser comprados) e confirma o montante exato a ser transacionado. Este é um valor atualizado, pois reflete as taxas de câmbio, comissões e outras especificidades atualizadas.
Passo 4: Verificação de conformidade e triagem
Esta é a fase em que o banco ou uma terceira entidade recebe o pagamento para processar. Este será o responsável por conduzir todos os testes de triagem específicos da localidade, fornecendo uma camada adicional de proteção contra a fraude de identidade e fiscal. Embora as características específicas de cada país difiram ligeiramente, esta triagem implica, habitualmente, verificar a identidade do beneficiário e confirmar a informação referente à transação por uma questão de uniformidade com outros registos.
Passo 5: Execução da transação
Neste passo, os fundos são libertados da entidade que paga e passam para a conta do beneficiário. Existem vários modos de processar esta transação. O cliente pode pagar, por exemplo, com cartão de crédito – passando a responsabilidade de transferir o dinheiro para a entidade do cartão. Podem ainda optar por utilizar os dados bancários como forma de transferir o dinheiro – sendo que a entidade será sempre responsável por retirar o dinheiro da conta do cliente e colocá-lo na do beneficiário. É também possível que os pagamentos sejam “empurrados” – colocando a responsabilidade na mão do cliente e fazendo com que seja este a provocar a transferência do seu próprio banco para o beneficiário ou para a entidade recetora.
Mesmo que os fundos sejam “empurrados” em vez de “puxados”, a entidade da transação é responsável por fazer a verificação de conformidade e triagem para validar que o dinheiro recebido está de acordo com o acordo estipulado nos detalhes da transação. Uma vez coincididos os dados, a entidade está livre de enviar o pagamento para os parceiros bancários ao longo do mundo, como pedido pelas partes envolvidas.
Embora um ciclo de vida de um pagamento seja considerado completo quando o valor entra na conta do beneficiário, não é invulgar que algumas regiões passem por uma quebra momentânea no processo momentos antes dos fundos serem colocados como disponíveis na conta do recetor. Na China, por exemplo, é comum que os bancos locais peçam uma prova adicional da transação na forma de recibo antes de, finalmente, processarem a transferência.
As complicações foram tornadas mais fáceis após a automatização.
É claro que este é um processo rápido se não for processado manualmente pelas várias entidades e é, em vez disso, simplificado através da automatização e transparência.
